Fukushima, Radiação e Dieta Alimentar

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radFukushima, a Radiação e a Nossa Dieta: O Que Fazer?

 

Artigo publicado na Associação Movimento Terra Solta.

No Cantinho dos Philos, podem aceder a outros artigos que escrevi.

“Se as centrais nucleares são seguras, então as seguradoras que as assegurem. Enquanto estes especialistas de risco não estiverem dispostos a jogar com o seu dinheiro, eu não estarei disposta a jogar com a saúde e segurança da minha família.”

Donna Reed

 

A radiação ionizante pode ser difundida em alta concentração através da chuva e da neve. Isso implica que os alimentos que não estão ao abrigo da chuva após o acidente em Fukushima, ficarão expostos aos resíduos de radiação. Por outro lado, a bioacumulação ao longo da cadeia alimentar implica que a carne dos animais que ingiram alimentos contaminados, estará, por sua vez, contaminada também. A bioacumulação difere de região para região devido aos diferentes solos, climas, técnicas agrícolas e agro-pecuárias, entre outros. As vísceras dos animais como os pulmões, rins, fígado e gordura são normalmente mais susceptíveis de contaminação. Os peixes de lagos encontram-se mais contaminados do que peixes do rio e os peixes carnívoros são também os mais vulneráveis. A contaminação de carnes é por ordem decrescente maior na galinha> vaca> borrego> porco. No ovo: a clara é mais susceptível de contaminação que a gema. Os produtos crescidos com água dos lençóis freáticos ou de grandes cursos de água, ou os animais que não se alimentam directamente de pastos contaminados, em princípio, não deverão apresentar riscos.

 

Muitos afirmam que será difícil não ingerir produtos contaminados por radiação, assim como o foi depois de Chernobyl e dos testes nucleares. A diferença é que nessa altura a informação não se difundia tão facilmente. Tendo em conta que em Chernobyl as autoridades não investiram muito em terapias de desintoxicação, preferindo negar os factos e os dados relativos aos níveis de radiação no ambiente, alimentos e pessoas, o que podemos esperar desta vez? Verificou-se que, apesar de os níveis de radiação medidas a nível ambiental terem diminuído, os elementos radioactivos como o Caesium-137, Strontium-90, Plutonium e Americium, libertados em Chernobyl, concentraram-se nas raízes das plantas, por arrastamento desde a superfície até camadas mais fundas da terra, e vão continuar a acumular-se por muitos anos nos alimentos que crescem em locais que foram contaminados. Tendo em conta que 40% da Europa foi contaminada por essa radiação, não será que as “más-línguas” que contam que TODOS temos pequenas lembranças de Cherrnobyl no nosso organismo, terão razão?!

 

Depois do acidente em Fukushima, já são muitos os relatórios de contaminação de águas com radiação acima dos limites admissíveis em vários locais do Japão e do continente americano. Pensa-se que levará pelo menos 6 – 9 meses para abrandar esta crise nuclear. Outros produtos testados, como por exemplo o leite, espinafres e morangos, apresentavam já o mesmo problema. Além disso, temos de ter em conta que diversos lagos e cursos de água contaminados são usados para fornecer água a numerosas indústrias alimentares.

 

Em relação à Europa, em 11 de Abril a CRIIRAD (Commission de Recherche et d’Information Indépendantes sur la Radioactivité, http://www.criirad.org/), uma organização independente, anunciava que os riscos associados à contaminação por iodo-131 na Europa já não podiam ser ignorados. A mesma entidade compilou informação sobre os riscos do iodo-131, acessível na sua página internet para consulta (http://www.criirad.org/actualites/dossier2011/japon/risques_en_france.pdf). Neste documento, aconselha-se aos grupos mais vulneráveis como as mulheres grávidas, as mães que amamentam e as crianças, a evitarem que os produtos mais sensíveis à contaminação por iodo-131, devido à exposição à chuva, sejam a base da alimentação durante as próximas semanas. Neste grupo incluem-se os vegetais de folhas grandes (ex.: espinafres, alfaces, couves), leite fresco, queijo fresco, e carne oriundos de animais que tenham consumido produtos contaminados por radiação. A CRIIRAD acrescenta que a água da torneira vinda de lençóis freáticos ou de grandes rios, não deverá constituir problema. No entanto, os reservatórios de água oriunda de lagos deveriam ser examinados.

 

Em geral, os relatórios das autoridades sobre emergência nuclear revelam-se polémicos e contraditórios. Certas agências noticiaram a implementação pela UE de uma ordem de emergência em Março (Emergency Ordinance 297/2011, http://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:L:2011:080:0005:0008:PT:PDF), sem informar o público, que admite uma quantidade de radiação na comida 20x superior aos valores anteriormente estipulados (Higgins, 2011). Segundo as regras da UE, os limites de radiação podem ser alterados em casos de emergência radiológica de modo a evitar stocks alimentares insuficientes (o que é bastante improvável no caso de Europa). O facto é que a Europa nem importa muitos produtos do Japão. Assim, se bem que as autoridades da UE afirmem por um lado que não existem quaisquer problemas em relação à radiação, por outro afirmam que estão a ser tomadas medidas de precaução. Também, por um lado afirmam que estão a aumentar as medidas de controle e, por outro, aumentam o nível de radiação admissível em alimentos vindos do Japão. Afinal, até que ponto podemos confiar nos dados e informações oficiais que nos são facultados? Quantos não estarão “ajustados” para evitar o pânico generalizado e manter uma economia de produtos (contaminados) a rolar? Mas, mesmo que os dados sejam verídicos, o que pensar da bioacumulação de isótopos radioactivos através da cadeia alimentar? e do consumo repetido de pequenas doses de alimentos contaminados ao longo do tempo?

 

Certos isótopos radioactivos mantêm-se por longos períodos de tempo uma vez no interior do corpo. Esta intoxicação por radiação ionizante provoca lesões no nosso organismo pela produção de radicais livres levando a um stress oxidativo. Análises feitas às vítimas de Chernobyl revelaram que os órgãos do nosso corpo mais afectados são, por ordem decrescente: tiróide > supra-renais > pâncreas > timo > músculos > baço > coração > fígado. A tiróide é a mais afectada já que o iodo-131 liga-se a esta glândula. As crianças até aos 2 anos são um grupo de risco porque a tiróide ainda se encontra em desenvolvimento e é mais vulnerável a lesões.

 

Assim sendo, por um lado, seria desejável fazer um esforço no sentido de minimizar tanto quanto possível as fontes de contaminação, e, por outro, preparando-nos da melhor forma seguindo um regime que favoreça a desintoxicação do organismo. Fica ao critério de cada um quais as medidas a adoptar. Seguem alguns dados e informações acerca do tema.

 

Dados recolhidos após Chernobyl:

– Embora vários isótopos não respondam à lavagem, verificou-se que após os alimentos serem bem lavados, fervidos e muitas vezes conservados em forma de pickles ou com sal, a contaminação do alimento final era menor.

– A administração diária de 5g da alga espirulina, durante 45 dias, permitiu salvar muitas crianças de intoxicação por radiação. Outras algas como clorela e a kelp também mostraram possuir uma forte actividade radioprotectora.

 

Após o bombardeamento de Nagasaki:

– Tatsuichiro Akizuki, o director de um hospital de Nagasaki, tomou uma série de medidas de sucesso para desintoxicar o seu pessoal e pacientes depois do bombardeamento. O regime baseou-se em arroz integral, sopas de miso e tamari, algas (kombu, wakame, nori e outras) e sal de mar. Proibiu o consumo de açúcares e derivados porque estes suprimem o sistema de defesas. Conseguiu assim salvar o seu pessoal enquanto à volta os outros sucumbiam. O miso é uma pasta japonesa feita à base de soja fermentada que se pode adicionar a sopas e molhos. É parte integrante de uma dieta “anti-radiação”. Ter em atenção de que o miso, de modo a manter as suas propriedades, não deve ser fervido. A pasta pode ser dissolvida à parte, em água quente, e só deve ser acrescentada ao caldo da sopa depois de apagar o lume.

 

Uma dieta rica em iodo (não contaminado) permite proteger a tiróide de iodo radioactivo. Exemplos de fontes alimentares ricas em iodo: algas marinhas, sal de mar (não refinado), peixe, marisco, ananás e germinados de sementes de agrião, de sementes de abóbora e de sementes de rábano (consultar o artigo sobre Germinados, http://terrasolta.org/2011/04/germinados-nao-perca-esta-explosao-de-vida-a-sua-mesa/). As pessoas com problemas de hipertiroidismo, ou que estão a tomar hormonas tiroideias, não devem consumir alimentos ricos em iodo. Em caso de dúvidas, devem consultar o médico. O iodo em altas doses é tóxico e pode provocar crises de acne. A água da torneira deve ser filtrada antes de ser consumida (já existem bastantes filtros no mercado) de modo a retirar o excesso substâncias como o flúor e o cloro que inibem a absorção de iodo. Certos medicamentos, como os anti-histamínicos também interferem com a absorção de iodo.

 

A argila tem um alto poder desintoxicante e pode ser útil neste caso. Misturar uma colher de café de argila verde (não usar uma colher metálica) num copo de água filtrada ou de baixa mineralização, mexer, deixar repousar (pode ser durante a noite), e beber em pequenos golos. A água deve ser tomada em jejum e abster-se de ingerir alimentos nos 30 minutos – 1 hora seguintes. Não usar a mesma a argila no dia seguinte. Tomar durante 2 semanas e depois parar, e continuar no mês seguinte, caso necessário. Evitar tomar argila em simultâneo com alimentos com gorduras ou óleos. O uso prolongado de argila pode provocar prisão de ventre. Contra-indicada: em pessoas que tomam medicamentos farmacêuticos, hipertensos, oclusões intestinais, diverticulite, ou em caso de ingestão de óleo de parafina. Beber muito água sempre que se faz este tratamento.

 

Favorecer uma dieta antioxidante é muito importante de modo a neutralizar os radicais livres produzidos pela contaminação radioactiva. São vários os suplementos antioxidantes, entre eles as vitaminas C e E, carotenóides, selénio, melatonina e extracto de semente de uva. Também, os fitonutrientes do chá verde, da cúrcuma, cogumelos, ginkgo biloba e cardo-mariano. Os antioxidantes de ultima geração incluem substâncias como o ácido alfa lipóico, glutationa, coenzima-10, taurina e resveratrol.

Há que estimular o sistema de defesas, o que pode ser feito com suplementos de equinácea, propólis, zinco, vitaminas, ou de cogumelos orientais como o Reishi, Maitake ou Shitake, entre muitos outros.

As técnicas de relaxamento também podem auxiliar no combate ao stress oxidativo e na auto-gestão do stress emocional associado a estes eventos. As respirações profundas e a meditação estão entre estas técnicas.

A pectina revela-se útil quando é impossível evitar o consumo de alimentos contaminados. Um suplemento de pectina enriquecido com vitaminas e minerais seria o ideal. Recomenda-se 5g diários, durante 4 semanas, 4x ao ano. A maçã é muito rica em pectina.

 

O iodeto de potássio APENAS deve ser usado por pessoas expostas a altos níveis de radiação, isto é, em situações de emergência (como no caso de estar perto de um desastre nuclear) e nunca por um tempo prolongado. Depois de estas pessoas estarem expostas a contaminação radioactiva, aconselha-se um duche prolongado, seguido de uma fricção profunda da pele com luva de crina, seguida de banhos com argila para retirar o máximo de resíduos da pele. O gel de aloé vera também é aconselhado para as queimaduras e como radioprotector.

 

Informações em relação a:

Bebidas: Beber água abundantemente para eliminar as toxinas. O sumo de natural de beterraba tem uma acção purificadora do sangue e de estimulação do sistema de defesas.

– Homeopatia: para os que usam homeopatia, existem fórmulas homeopáticas indicadas para a desintoxicação por radiações, como por exemplo Causticum compositum da Heel.

– Herbalismo: A planta do chá demonstrou possuir actividade radioprotectora. Aconselha-se a toma de chá verde ou branco, em vez de chá preto. Esta planta é contra-indicada em caso de gastrite, úlcera gastro-duodenal, poliuria, ansiedade, insónias e taquicardia. Ter em conta que a planta do chá, assim como o café, pode causar dependência. Infusões ou tinturas de cardo mariano, dente-de-leão ou eleuterococo (ginseng siberiano). O cardo-mariano não deve ser usado por pessoas com hipertensão ou que seguem um tratamento com antidepressivos IMAO. O dente de leão não deve ser usado em caso de obstrução das vias biliares e, em caso de hiperacidez, a infusão deve ser feita em conjunto com alteia ou malva. O eleuterococo é contra-indicado em casos de hiperestrogenismo, hipertensão, estados febris, enfarte do miocárdio, no caso de toma de bloqueadores de cálcio ou heterósidos digitálicos ou etionamida ou grisefulvina ou metildopa ou fenotiazinas ou espironolactona, e deve ser tomado de forma descontinuada (tomar de 1 -3 semanas e descansar de 3 – 6 semanas). Em geral, todos os tratamentos com plantas requerem pausas no seu uso, podendo nessa altura tomar-se outra(s) planta(s). Por exemplo, usar uma planta durante 4 semanas e parar por 1 -2 semanas a toma dessa planta.

– Algas: podem ser usadas directamente na alimentação como a Wakame, Kombu e a Nori (é a alga usada nos rolos de sushi) ou sob a forma de suplementos, no caso da Espirulina ou Clorela ou a Kelp. A toma de um suplemento de algas é altamente recomendada durante estas ocasiões devido às suas reconhecidas capacidades de desintoxicação de metais pesados e radiação. Por exemplo, a Nuclear Regulatory Commission dos E.U.A. recomenda a toma de Alginato de Sódio (polisacarideo presente em grande quantidade na Kelp) que protege a absorção de radiações de strontium 90, barium, plutonium, radium e cadmium. Aconselha-se o consumo de Kelp do oceano profundo já que as superficiais podem estar contaminadas por arsénico e chumbo.

 

Mais algumas sugestões para isótopos radioactivos:

– Cesium, consumir alimentos ricos em potássio. As pessoas com problemas renais não devem consumir muito potássio.

– Stronium, o cálcio protege contra esta contaminação. O cálcio deve ser consumido juntamente com magnésio numa proporção de 2:1.

– Plutonium, consumir ferro de origem vegetal (ex.: espirulina), kelp e pólen.

– Strontium, consumir a alga Kelp (rica em alginato de sódio) e miso (rico em zybicolina).

– Cobalto-60, vitamina B12 e alho.

– Zinco-54, zinco.

– Sulphur-35, enxofre; o suplemento MSM (metilsulfonilmetano) é um composto de enxofre e um poderoso antioxidante. Os alhos e as cebolas também são ricos em enxofre.

– Americium-241, zinco.

 

Assim, uma dieta “anti-radiação” deve incluir:

– Sopas de miso

– Algas (Wakame, Kombu e Nori) e suplementos de algas (Kelp ou Espirulina ou Clorela)

– Alimentos ricos em antioxidantes. Se necessário incluir suplementos antioxidantes

– Estimulantes do sistema de defesa (ex.: equinácea, propólis, vitaminas, zinco, cogumelos orientais)

– Alimentos ricos em minerais como potássio, cálcio, magnésio, selénio, zinco, e cobre

– Alimentos ricos em nucleotídeos (espirulina, clorela e outras algas, extracto de levedura, cogumelos, sardinhas, anchovas, cavala, carne magra)

– Alimentos ricos em pectina (ex.: maçã). Se necessário incluir um suplemento de pectina

– Óleo de fígado de bacalhau e azeite

– Bom suplemento multivitamínico e de minerais

Recomenda-se evitar o consumo de açúcares e derivados.

Para os suplementos que podem ser usados por crianças, pode aplicar-se a regra de Clark de modo a saber a quantidade a administrar. Em geral, a partir dos 12 anos já se toma a dose de adulto.

Regra de Clark:

Toma-se o peso padrão de um adulto como sendo 68kg. Para saber a dose a administrar a uma criança, divide-se o peso da criança (em kg) por 68kg e multiplica-se pela dose de adulto.

 

Por exemplo: Se queremos dar a uma criança de 15kg uma infusão ou tintura de plantas, que quantidade administrar sabendo que a dose recomendada para um adulto é de 1 chávena de chá, 2x ao dia, ou 30 gotas de tintura, 2x ao dia? Temos de ter em conta que uma chávena de chá corresponde em média a 200 mililitros (ml) de liquido.

Dose da criança (de infusão) = (15kg / 68kg) x 200 ml de infusão = 44 ml, é a quantidade de infusão que devemos administrar à criança, 2x ao dia

Dose da criança (de tintura) = (15 kg / 68 kg) x 30 gotas de tintura = 6 gotas, é a quantidade de tintura que devemos administrar à criança (misturada em água ou sumo), 2x ao dia

 

Os produtos e suplementos referidos neste artigo podem encontrar-se, na sua maioria, em dietéticas ou ervanárias. Alguns também se encontram à venda em parafarmácias e certas farmácias. Idealmente deveria poder-se controlar a data de produção destes suplementos (antes ou depois do acidente de Fukushima??) e o local de origem de modo a evitar consumir produtos contaminados.

 

Quem queira pode aprofundar os dados que foram aqui apresentados, actualizar-se sobre os dados que vão surgindo e decidir o que quer, ou não, fazer acerca do assunto. Como ponto de partida, aqui ficaram algumas informações e sugestões sobre Fukushima, a Radiação e a Nossa Dieta.

 

Maktub

Sofia Loureiro

Autora:
Guia de Remédios Naturais para Crianças
Guia de Remédios Naturais para Mulheres
Guía de Remedios Naturales para Niños

FACEBOOK: Guia de Remédios Naturais

BLOG: SoPro Verde

GOODREADS (perfil de autora): Sofia Loureiro

Terapeuta Natural  & Escritora
Lic: Biotecnologia
Doutoramento: Química do Ambiente
Formação em Terapias Naturais

Bibliografia:

Balch, J., Stengler, M., 2004. Prescription for Natural Cures, Ed. John & Sons

CRIIRAD , 2011. Contamination de la France par les rejets de la centrale de Fukushima Daiichi QUELS SONT LES RISQUES ? http://www.criirad.org/actualites/dossier2011/japon/risques_en_france.pdf

Folliard, T., 2009. ABC de l´herboristerie familiale, Grancher, Paris, França

Higgins, A., 2011, EU Secretly Authorizes Emergency Order Allowing Large Increase Of Radiation In Food, http://blog.alexanderhiggins.com/2011/04/03/eu-secretly-implements-large-increases-food-radiation-limits-informing-public-13636/

Hudon, J., 2011. La radioactivité s’étend dans l’hémisphère nord! Les risques de radiation en provenance de Fukushima http://www.earthrainbownetwork.com/Archives2011/Radioactivite.htm

Netaldea, S.L., 1998. Fitoterapia: Vademécum de prescripción de plantas medicinales, Windows1.0 ed. Masson, S.A. & Asociación Española de Médicos Naturistas y Colegio Oficial de Farmacéuticos de Bizkaia

Reckweg, H., 2007. Ordinatio Antihomotoxica et Materia Medica, 9thed., Ed. Aurelia, Baden, Alemanha

Segura, G., 2011. Detoxify or Die: Natural Radiation Protection Therapies for Coping With the Fallout of the Fukushima Nuclear Meltdown, http://www.sott.net/articles/show/226021-Detoxify-or-Die-Natural-Radiation-Protection-Therapies-for-Coping-With-the-Fallout-of-the-Fukushima-Nuclear-Meltdown

Sullivan, K., 2000. Vitaminas e Minerais para uma Vida Saudável, Ed. Könemann, Köln, Alemanha

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