Vacinas e calendário de vacinação: Análise Crítica

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Injection NeedleVacinas e calendário de vacinação: Análise Crítica ou Dogma Aceite?

 

Artigo publicado na Associação Movimento Terra Solta.

No Cantinho dos Philos, podem aceder a outros artigos que escrevi.

Actualmente as estratégias de vacinação dedicam-se à optimização do nível de medo!

 

A Síndrome Pós-Vacinação (SPV) – ou Síndrome Pós-Vacinal – é motivo de ampla controvérsia no cenário internacional. Esta síndrome compreende uma série de efeitos adversos que se verificam após a administração de vacinas em bebés, crianças, e também adultos. O caso complica-se já que a SPV nem sempre implica uma reacção aguda podendo manifestar-se até 1 mês depois da vacina. Segundo Smits (1997) em 30% dos casos de SPV diagnosticados não se detectou uma reacção aguda logo após a vacinação. Possíveis sinais de SPV incluem: o declínio no desenvolvimento de uma criança sã, constipações de repetição, estado catarral crónico, otites e bronquites de repetição, asma, reumatismo, eczemas, alergias, convulsões, diarreia, febre, autismo, modificações bruscas de comportamento, agressividade, hiperactividade…, …. Entre as vacinas mais problemáticas encontra-se a DTP (difteria, tétano e tosse convulsa) e a VASPR (sarampo, rubéola e papeira) que mais frequentemente geram vários dos sintomas citados. As alterações de comportamento por SPV são explicadas a nível científico pela psiconeuroimunologia, isto é, o estudo das interacções entre o sistema de defesas (exº linfócitos e suas citocinas) e o sistema nervoso (neurotransmissores). Como tal, ao actuar artificialmente, frequentemente, e em idade prematura sobre o sistema de defesas poderão observar-se alterações no estado de ânimo da criança devido à interacção antígenos / linfócitos – neurotransmissores. Seria óptimo que todas as alterações fossem reversíveis…

 

Em Portugal, é curioso constatar que frequentemente se observa a referência ao calendário de vacinação como obrigatório quando, na verdade, por lei apenas a vacina do tétano e difteria Td (lei de 1962 que nunca foi revogada) são obrigatórias. De facto, quem opte por não administrar vacinas aos seus filhos, ou pela aplicação de um calendário pessoal de vacinação com base numa avaliação criteriosa da questão (por exemplo, administrar as vacinas seleccionadas somente após os 2 anos de idade), apenas terá de se fazer responsável assinando um termo de responsabilidade no centro de saúde e uma declaração a nível escolar. Observando o calendário recomendado desde 2006 pelo plano nacional de vacinação (PNV), contamos 19 vacinas desde o nascimento até aos 18 meses (!):

 

Plano Nacional de vacinação (PNV): Esquema Cronológico Recomendado

IdadeVacina 0-7dias 2meses 3meses 4meses 5meses 6meses 15meses 18meses 5-6anos 10-13anos Toda a vida
Tuberculose BCG 1
Hepatite B VHB 1 VHB2 VHB3 VHB a(123)
Poliomielite VIP1 VIP2 VIP3 VIP4
Difteria, Tétano e Tosse convulsa DTP1 DTP2 DTP3 DTP4 DTP5
Haemophilus influenzae b Hib1 Hib2 Hib3 Hib4
Meningococo C MenC1 MenC2 MenC3
Papiloma humano VPH c(1-2-3)
Sarampo, Rubéola e Papeira VASPR1 VASPR b2
Tétano e Difteria Td Td(10-10 anos)

(a) Só para os nascidos até 1999 (esquema de vacinação: 0, 1 e 6 meses)

(b) Nos nascidos em 1993 a VASPR-2 deve ser administrada aos 13 anos

(c) Em 2009-2011 serão vacinadas as coortes de raparigas que atinjam 17 anos (nascidas em 1992-1994)

Nota: aqui não se incluem as vacinas extras que certos infantários e escolas exigem (não sabemos com base em que critério…) e as que certos pediatras prescrevem adicionalmente (exº Biopental OM, Pulmonar OM). A VPH (Vacina do Papiloma Humano), administrada a partir dos 13 anos e que tanta polémica tem gerado devido aos inúmeros casos de SPV que se têm registado por todo o mundo, foi recentemente incluída no nosso PNV.

 

A controvérsia instala-se quando alguém procura informar-se sobre o tema recorrendo a um profissional de saúde que geralmente avaliará os benefícios das vacinas em detrimento dos riscos efectivos, não dando espaço de discussão sobre a existência de possíveis danos. Em consequência, temos a nível social a implementação do Dogma que as vacinas são para ser tomadas seguindo o plano de vacinação sem margem para uma análise crítica sobre o tema. Isto observa-se especialmente em países como Portugal em que a SPV raramente é mencionada. Pelo contrário, em Espanha, o Grupo Médico de Reflexão sobre as Vacinas informa os interessados da lista de profissionais que fazem parte da Rede Espanhola de Informação sobre as Vacinas, os quais podem ser consultados de forma gratuita acerca do tema. Em Portugal, uma rápida busca electrónica nas “Páginas de Portugal” sobre a SPV é suficiente para reflectir a baixa divulgação / informação sobre este tema. Este não é o caso de inúmeros países que contam com a sua liga para a libertação da vacinação ou páginas de informação, por exemplo:

– Espanha: Liga para la Libertad de Vacunación http://www.vacunacionlibre.org/

– França: Ligue Nationale pour la Liberté des Vaccinations http://www.infovaccin.fr/

– Austrália: Australian Vaccination Network http://www.avn.org.au/

– Canadá: Vaccination Risk Awareness Network http://vran.org/

– Itália: VacciNetwork http://www.vaccinetwork.org/

– E.U.A.: Global Vaccine Awareness League http://www.gval.com/

– Brasil: Temas Atuais na Promoção da Saúde http://www.taps.org.br/Paginas/Vacinas.html

– Reino Unido: Vaccine Awareness Network http://www.vaccineriskawareness.com/

Justice Awareness and Basic Support http://www.jabs.org.uk/

ARNICA promoting natural immunity http://www.arnica.org.uk/

e mais e mais…e uma vez mais parece que por cá estamos um pouco desactualizados… oi?!

 

Estas associações formadas por profissionais de saúde, pais, e cidadãos visam informar sobre os possíveis riscos inerentes à administração de vacinas, especialmente em idade prematura, de modo a que os usuários possam estar alerta. As respectivas páginas de Internet põem ao dispor diversos documentos informativos em relação a cada uma das vacinas (exº DTP: http://www.vacunacionlibre.org/ficha_dtp.pdf ; Hepatite: http://www.vacunacionlibre.org/ficha_hepatitis.pdf ; Poliomielite: http://www.vacunacionlibre.org/ficha_polio.pdf ; VASPR: http://www.vacunacionlibre.org/ficha_triple.pdf ), como diagnosticar SPV, opções à administração de vacinas (exº vacinas homeopáticas, reforçar sistema de defesas) o que fazer em caso de SPV (exº administrar a vacina homeopatizada, ou Thuya ou Silicea homeopatizada), etc. São, como tal, um bom ponto de partida para a investigação deste tema já que estão repletas de preciosas informações. As associações defendem ainda a divulgação de uma informação Pública e Clara sobre esta questão de modo a que os pais possam, em toda a Consciência e Liberdade, decidir que opções tomar para os seus filhos e, o Direito de cada indivíduo à livre escolha do tipo de sanidade que lhe pareça mais adequada.

 

A nível mundial, nos E.U.A. desenvolveu-se um sistema de notificação de reacções adversas às vacinas VAERS (http://vaers.hhs.gov/), parte de um programa nacional que avalia a segurança destas, havendo até uma lei editada para a compensação de lesões provocadas por SPV na infância (VICP: National Vaccine Injury Compensation Program). Tanto a VAERS quanto a NVIC (National Vaccine Information Center) informam abertamente o publico sobre os possíveis riscos de vacinação. O Ministério de Saúde Brasileiro também criou recentemente o seu programa de vigilância de eventos adversos pós-vacinação (MinistérioDaSaúde, 2008). Na Europa, em 1999, estabeleceu-se o grupo EFVV (European Forum for Vaccine Vigilance) com objectivos similares. A Organização Mundial de Saúde (OMS) possui um Departamento de Vacinas e Produtos biológicos que oferece assistência para avaliar os Eventos Adversos Pós-Vacinais (EAP), página em espanhol: http://www.who.int/vaccines-documents/DocsPDF05/831_sp.pdf

 

Investigações efectuadas concluíram que a diminuição de epidemias deve-se a múltiplos factores incluindo: melhorias de sanidade, de higiene (de notar que um ambiente totalmente asséptico tão pouco contribui para o desenvolvimento do sistema imunitário da criança), de nutrição, de qualidade de vida, desenvolvimento de infra-estruturas, … e não se apoiam simples e linearmente na administração de vacinas como muitos defendem (Martinez, 2001; Vinadé, 2008). De facto, existem estudos que avaliam a diminuição de enfermidades antes, e depois da vacinação massiva, com resultados bastante inesperados (Uriarte, 1998; Buttram, 2000). Também e a não perder o documentário: Vaccination : The Hidden Truth, 1998 (Vacinas a verdade escondida) acessível online (com legendas em espanhol): http://video.google.com/videoplay?docid=-429399131630926379#

 

A crescente polémica em torno das vacinas foca também o uso de inúmeros componentes potencialmente tóxicos já que, para além do antígeno presente (forma parcial de vírus, bactéria ou toxina que causa a doença), as vacinas incluem:

– Estabilizadores, são aditivos usados para manter os componentes das vacinas estáveis durante o seu período de armazenamento; exº lactose, sacarose, glutamato de sódio, albumina humana ou bovina, gelatina bovina ou suína, etc. Alguns destes componentes podem causar alergias, para além dos problemas étnicos (o consumo de carne de porco é proibido entre os muçulmanos, judeus e adventistas do sétimo dia) ou éticos (dieta vegetariana).

– Adjuvantes, usados para aumentar a resposta imunológica à vacina; nesta categoria encontram-se diversos sais de alumínio (sendo o alumínio um metal tóxico). A presença de adjuvantes é frequentemente associada à reacção que ocorre no local da injecção, incluindo a formação de nódulos subcutâneos.

– Conservantes, usados para evitar a contaminação e que ainda se encontram presentes em algumas vacinas (exº tétano). Entre eles o fenol, fenoxietanol, e, o mais controverso componente das vacinas: o Tiomersal ou Timerosal, derivado orgânico do mercúrio com reconhecida actividade neurotóxica associado a casos de autismo, atraso na linguagem, desenvolvimento, etc Certos países já impuseram a retirada do mercado das vacinas que contém Tiomersal.

– Outros, como antibióticos (neomicina,polimixina B, gentamicina,…), formaldeído, fosfatidilcolina, cultura de células, proteína do ovo, leveduras, …para mais detalhes sobre os componentes ver: http://www.vaccinesafety.edu/components-Excipients.htm

A alergia a qualquer um destes componentes, assim como os casos de baixa imunidade, deveriam excluir a toma da vacina, ainda que, o nosso serviço de saúde considere que: “uma situação só deve ser considerada «contra-indicação absoluta» quando a administração de uma vacina específica puser em risco a vida do seu receptor” ou seja, se nos meter à beira da morte, acrescentando ainda: “alguns profissionais de saúde desconhecem as verdadeiras contra-indicações à vacinação e continuam a considerar situações de precaução como contra-indicações absolutas. Tais factos (…) contribuem para a existência de oportunidades perdidas de vacinação com uma frequência superior ao desejável” … parece que estamos a caminhar para a vacinação como acto compulsivo, irreflectido, para a consolidação de um Dogma em vez de caminharmos para um esclarecimento aberto e honesto sobre a SPV…

 

Em geral as recomendações feitas pelos investigadores da SPV, caso se opte por vacinar, são:

– Fazê-lo mais tarde quando o organismo da criança está minimamente desenvolvido; geralmente aconselha-se após os 2 anos de idade. No Japão, a vacina da tosse convulsa é apenas administrada depois dos 2 anos.

– Administrar as vacinas em separado e não na mesma altura pode diminuir os potenciais riscos de SPV.

– Aumentar o intervalo entre vacinas, 2 meses em vez de 1 mês, de modo a não sobrecarregar o organismo da criança.

– Registar todas as alterações da criança antes de administrar a próxima vacina; isto deve ser feito desde a primeira hora após a vacina até cerca de 1 mês depois.

– Caso se registem alguns sintomas de SPV, não administrar a próxima vacina ate à recuperação completa (pode ser necessário administrar a vacina homeopatizada).

– Consultar um profissional de saúde que esteja informado acerca da SPV e que não siga o calendário apenas por convenção e Dogma.

– Não usar vacinas que contenham Tiomersal.

 

Em conclusão, é aconselhável fazer uma revisão sobre o verdadeiro beneficio / risco da imunização artificial, de quais são as vacinas realmente necessárias, qual a melhor idade para as administrar, e que outras opções (de preferência mais naturais) existem em relação à estimulação do sistema de defesas (um mercado em franca expansão em Portugal devido ao aumento de produtos infantil e júnior acessíveis em dietéticas, ervanárias e farmácias com produtos naturais). A decisão final cabe aos pais que deveriam escolher a administração, ou não, de vacinas aos seus filhos com base numa Análise Crítica e não simplesmente devido a um Dogma Aceite.

Maktub

 

Sofia Loureiro

Autora:
Guia de Remédios Naturais para Crianças
Guia de Remédios Naturais para Mulheres
Guía de Remedios Naturales para Niños

FACEBOOK: Guia de Remédios Naturais

BLOG: SoPro Verde

GOODREADS (perfil de autora): Sofia Loureiro

Terapeuta Natural  & Escritora
Lic: Biotecnologia
Doutoramento: Química do Ambiente
Formação em Terapias Naturais

Foto: injection needle

 

Bibliografia recomendada e referências:

Buttram, H., 2000. Vaccine Scene 2000 – Review and Update. Medical Sentinel 5 http://jpands.org/hacienda/article37.html.

LNPLV, 2008. Réalités et vaccination 9, Bulletin d’informations de la Ligue Nationale Pour la Liberté des Vaccinations, Annecy.

Martinez, J.M.M., 2001. Sindrome PosVacunal, Tesis de Grado. Instit. Colombiano Homeopatía Luis G. Páez,

MinistérioDaSaúde, 2008. Manual de Vigilância Epidemiológica de Eventos Adversos Pós-Vacinação. 2ª edição. Secretaria de Vigilância em Saúde. Brasil, p. 188.

Smits, T., 1997. The post-vaccination syndrome: diagnosis, treatment, prevention, http://www.post-vaccination-syndrome.com/3924/the-post-vaccination-syndrome.aspx documento traduzido em varias linguas em: http://www.post-vaccination-syndrome.com/3896/download-book.aspx.

Uriarte, X., 1998. Inmunidad y vacunas, Josep M. Martorell ed.

Vinadé, J., 2008. Valoración sobre la inmunización artifical y sus riesgos. Digitalis 24, 1-5.

 

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