o Diário como ferramenta terapêutica

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diarioDiário de Bordo

Umas das vantagens de ter um diário é que nos tornamos conscientes, com uma garantida clareza, das mudanças por que passamos constantemente.
Franz Kafka

O diário de bordo tem a sua origem nos círculos de navegação, sendo um livro em branco em que se registam todos os dados importantes de uma viagem, desde as condições meteorológicas, ao tempo de manobras, cálculos de navegação ou dificuldades enfrentadas.

Esses relatos podem serem usados para uma futura viagem segura caso os outros sistemas de navegação falhem ou em processos de investigação. Assim, a manutenção de um diário torna-se uma peça essencial para uma análise retrospetiva do que sucedeu e do que podemos aprender com esses eventos.

De forma similar, um diário pessoal pode ser usado como uma ferramenta para o nosso desenvolvimento.

A possibilidade de anotar, preto no branco, o processo pelo qual estamos a passar, a vida à nossa volta, e as impressões que nos causa, pode ajudar-nos na:
– análise dos problemas, com a distância necessária para encontrar soluções.
– identificação de padrões negativos, de modo a evitar a repetição de erros.
– estabelecimento de metas, e ideias para alcançá-las.
– exploração de talentos que desconhecíamos, ao reler as linhas que escrevemos.
– clarificação de pensamentos e sentimentos, descobrindo o que nos faz sentir bem e evitando o que nos deprime.
O que incluímos no nosso diário não tem limites. Para além do que nos passa pela cabeça, podemos usá-lo para anotar como o organismo reage ao seu entorno, de modo a entender que hábitos devemos modificar para entrar em sintonia com o corpo e melhorar o bem-estar.

A escrita expressiva torna-se uma ferramenta importante ao passarmos por profundos desafios de saúde.

Também, podemos usar o diário pessoal para registar a evolução da nossa intuição e de o que os sentidos nos comunicam (ver adiante, A Consciência da Intuição). Para isso, escreva depressa, de modo a não deixar a mente consciente filtrar em demasia as suas perceções. A capacidade de expressão não se reduz à escrita. As páginas em branco enchem-se com desenhos, fotografias ou colagens, dando asas à nossa criatividade.
Pessoalmente iniciei o meu primário diário aos 13 anos. O facto de passar agora os olhos por essas linhas que refletiam o modo como eu via e sentia o mundo como uma adolescente, permitiu-me identificar padrões que me ajudaram no crescimento pessoal.

De alguma forma, o diário obriga-nos a sermos honestas connosco próprias. Além disso, levar o diário comigo faz-me sentir que viajo em companhia do meu melhor amigo, e que nunca estou sozinha. A prática de escrever, ou desenhar, ou qualquer outra forma de registar a nossa expressão, deve ser feita de forma regular.

Mais do que uma mera peça de nostalgia, um diário pode transformar-se numa ferramenta de reflexão, catarse (libertação) e empoderamento. Esta é uma viagem de descoberta e autoconhecimento que, quando começada, jamais se quer parar.
Boa viagem!

Extraído do Guia de Remédios Naturais para Mulheres

Sofia Loureiro

Autora:
Guia de Remédios Naturais para Crianças
Guia de Remédios Naturais para Mulheres
Guía de Remedios Naturales para Niños

Escritora & Terapeuta Natural

Plataforma de Autora:

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