a menopausa não é uma doença (!)

Com frequência durante a palestra de Remédios Naturais para Mulheres  perguntam-me se no ABC de Queixas no Feminino do Guia de Remédios Naturais para Mulheres consta a menopausa.valentin001

A resposta é fácil: Não (!) porque a menopausa não é uma doença. O que sim consta no guia são certos sintomas que se podem associar à menopausa (ex. afrontamentos) que, conforme a intensidade, podem afetar a qualidade de vida da mulher.

Mas vamos por partes:

1. O ciclo fértil feminino tem início na puberdade com a menarca (primeira menstruação) e termina na menopausa, isto é, na data da última menstruação, devido à interrupção da atividade dos ovários no ciclo menstrual. Esta data apenas é determinada, ou confirmada, após um ano de ausência de fluxo menstrual.

(Por exemplo, se anotou na sua agenda que iniciou um ciclo menstrual dia 1 de Janeiro e nos 12 meses seguintes não menstrua, então o dia 1 de Janeiro corresponde à sua menopausa.)

2. A idade da menopausa varia geralmente entre os 45 – 55 anos, sendo um indicativo para cada mulher a idade em que a sua progenitora atingiu essa etapa da vida. Assim, se a sua mãe teve a menopausa aos 50 anos, em geral, na ausência de problemas ginecológicos e intervenções (ex. cancro, quimioterapia, remoção cirúrgica dos ovários) e fatores como o fumo de tabaco, você irá igualmente atingir essa etapa por volta da mesma idade.

A menopausa considera-se prematura quando se dá antes dos 40 anos e tardia acima dos 55 anos.

menopausa

3. O climatério corresponde ao período de transição entre a idade fértil e a idade não reprodutiva, altura em que o corpo da mulher se adapta à redução progressiva dos níveis de hormonas femininas.

Este período engloba a perimenopausa (antes da menopausa) que, em geral, tem início aos 40 anos, a menopausa (data da última menstruação) e a pós-menopausa. Durante a perimenopausa é frequente o aparecimento de irregularidades menstruais – antes da sua interrupção definitiva – com alterações do fluxo e duração dos ciclos. Se bem que algumas mulheres não sofrem de sintomatologia climatérica, manifestações como afrontamentos, palpitações, insónias, vertigens, zumbidos, dor de cabeça, secura vaginal, incontinência, redução do desejo sexual, variações de humor, depressão, irritabilidade ou problemas de memória, podem ser evidentes durante esta etapa, tornando-se progressivamente menos intensos na pós-menopausa.

A longo prazo, após a menopausa os baixos níveis de estrogénios (hipoestrogenismo) aumentam o risco de sofrer osteoporose e problemas cardiovasculares. Assim, a manutenção de um estilo de vida saudável torna-se muito importante.

4. Se bem que as alterações hormonais contribuem para todas estas manifestações, há também que considerar a influência de fatores socioculturais e psicológicos durante este período.

Assim, esta etapa pode associar-se a sentimentos de angústia por prenúncio de envelhecimento, fim da fertilidade, perca da identidade feminina e do seu papel na sociedade. Apesar disso, esta atitude algo deprimente vinculada à sociedade moderna ocidental, que privilegia uma imagem feminina estereotipada – jovem, bela, sexy – está a perder a sua força com uma nova geração de mulheres que assume o seu estatuto, valor e vitalidade independentemente da sua idade ou capacidade reprodutiva.

5. De facto, o climatério não é uma patologia (!) mas sim uma fase natural no ciclo de vida de todas as mulheres. Torna-se importante estar informada sobre os diferentes aspetos – físicos, mentais e emocionais – desta etapa, de modo a ter uma atitude aberta e não condicionada e, também, de prevenir ou, se necessário, atenuar a sintomatologia climatérica.

Caso a intensidade dos sinais e sintomas comecem a afetar a qualidade de vida, existem diversas opções naturais que podem contribuir para aliviar o desconforto (consulte o ABC de Queixas no Feminino do Guia de Remédios Naturais para Mulheres , onde pode encontrar recomendações naturais para alguns dos sintomas específicos).

 6. Finalmente, recorde as visitas periódicas ao seu ginecologista, acudindo também em caso de alterações a nível do seu sistema reprodutor ou questões em relação à sua saúde sexual. Um sexólogo – uma subespecialidade de certas áreas como a medicina, psicologia, sociologia e antropologia, entre outras – poderá orientá-la no comportamento sexual e outros temas relacionados com sexologia nos quais possa ter questões.

Adaptado do Guia de Remédios Naturais para Mulheres.

Sofia Loureiro – Palestrante , Terapeuta Natural – Health Coach & Escritora

Consultas: Naturopatia Integral, Auriculoterapia, Florais de Bach

Autora:
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